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terça-feira, 24 de maio de 2016

Minhas impressões sobre Replay para C&A


 Eu e a Cris Borges (do blog O que suas roupas dizem...) fomos conferir a coleção Replay para C&A. Depois de alimentar o espírito da gordice com um cafezinho delicioso e aquele crepe de doce de leite di-vi-no da Havanna, estávamos prontas para entrar naquele mundo tão divulgado pelo casal perfeição Bruno Gagliasso e Giovanna Ewbank.

 Parabéns para o marketing, para o fotógrafo e, claro, para a magia de Milão, onde a campanha foi feita, que conseguiram deixar tudo com um clima muito mais romântico (ah, saudades da Itália). A C&A deu um up na marca nos últimos tempos e tenho me surpreendido com algumas coleções, como a parceria com a Ateen, marca antenada nas tendências de moda, que tinha peças com um acabamento bacana, vestia muito bem e eram peças que podiam ser usadas do trabalho ao lazer.

 Já a parceria com a italiana Replay não achei grandes coisas. Os tecidos não são muito confortáveis e as calças jeans têm uma lavagem que só favorece as mais magras e achatam o bumbum. Os preços não são nada atrativos! As camisas jeans até que são bem estruturadas e têm uma lavagem interessante, por R$139. A jaqueta preta, apesar de ter a parte interna de algodão, é de material sintético e tem a costura toda desproporcional com fios soltos pela peça, por R$300 (oi?). Eu gostei dos moletons, não são muito quentinhos, mas têm uma pegada fashion, o preto da imagem é R$99,90 (tem em cinza também).

 O vestido jeans é outra peça que também gostei bastante, ele tem um ar um pouco retrô, e custa R$149,99. Esse colete de pelo da foto abaixo não é uma peça que eu usaria porque só de encostar (e por R$249,99) minha rinite se manifesta hahah. Brincadeiras a parte, ele parece quentinho.


 Na coleção também tem saias, regatas, shorts e vestidos e acessórios bem carinhos e bolsas com alças de correntes pesadas. Não são peças que eu compraria, mas ficam aqui as minhas impressões sobre essa coleção.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Despretensiosamente feliz


   O que se espera de uma mulher? Que ela esteja sempre usando vestido ou saia? Sempre de salto alto e pernas cruzadas ao se sentar? Magra? Impecavelmente maquiada? Não diga palavrões ou fale um pouco mais alto? Se você quer ser uma mulher assim é melhor ser uma boneca.
 A atriz francesa Brigitte Bardot inspirou e influenciou muitas mulheres no fim da década de 50 e início da 60 pelo seu enorme sex appeal misturado com um ar de ingenuidade, chegou até a desbancar Marilyn Monroe por sua aparência mais natural, cabelos despenteados e boca carnuda. Apesar disso, as duas, entre outras, foram e sempre serão grandes ícones de beleza e da moda.
 Por mais fascinantes, sensuais e irresistíveis que Marilyn Monroe e Brigitte Bardot fossem, elas não fazem mais parte desse mundo que, se dependessem dos paparazzi e das revistas de moda, todos teriam que estar impecavelmente sempre bem vestidos. As duas divas, sempre impecáveis, não foram alvos dos paparazzi de hoje em dia, sempre à espreita do “descuido” das mulheres e que adoram “flagrar” os mal vestidos. Não os mal vestidos que se super produzem ou os que erram na composição de um look em algum evento, mas o momento relax em que não estão em seu personagem.
 Não, nem as celebridades, os artistas ou as tops models andam impecáveis o tempo inteiro. Pensa em uma Gisele Bündchen, por exemplo, uma das modelos mais bem pagas do mundo, sempre bem vestida em eventos. Ela é linda, se veste muitíssimo bem, tem bom gosto, não é vulgar, mas não anda super produzida no dia a dia. É desnecessário, é chato.
 A atriz Mila Kunis é linda, talentosa, admirada e foi eleita por uma revista a mais sexy do mundo de 2012. Hoje saiu uma reportagem sobre ela porque estava ao lado do namorado, o ator Ashton Kutcher, com um visual desleixado, segundo a revista. 











 Se produzir é uma delícia, mas andar despretensiosamente, às vezes, é tão gostoso. E nada como um moleton do namorado em dias de preguiça!

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

A moda além da futilidade

  Apesar de ser classificada como futilidade por aqueles que não entendem muito sobre o assunto, a moda tem as suas facetas e vai além de decidir o que vestir ao acordar. 

 Com certeza tem o seu lado fútil, em que dita as tendências, as regras e há quem as siga a risca, sem sequer questionar. Há quem siga tendências de forma racional, sem deixar o próprio estilo de lado e se tornar uma vítima do mercado. Porém há quem não saiba diferenciar estilo e tendência e se torna um bibelô das grifes. As capas das revistas e as vitrines das lojas são sempre chamativas. As propagandas apelam para as cores, imagens, situações com amigos, família, pessoas sempre bonitas, antenadas e divertidas. Instigam o consumo como se você fosse fazer parte daquele mundo instantaneamente.

É possível gostar das tendências, manter seu estilo e saber tirar proveito do mundo da moda sem ser uma vitima. Esse mundo está crescendo cada vez mais, ganhando espaço, as grandes grifes e revistas de moda do mundo estão aproveitando para divulgar seus nomes em grandes eventos. 

 Outros eventos estão ganhando o público, o caso de um deles é o Fashion’s Night Out (FNO) que começou em 2009 em Nova York e já acontece no Rio de Janeiro, São Paulo e em outras capitais pelo mundo afora. Criado por Anna Wintour, redatora-chefe da revista Vogue America. 

 Quando se trata dos desfiles, a moda é seletiva, pois só entra se você for convidado, até mesmo os jornalistas são convidados. Porém, as pessoas envolvidas estão buscando fazer com que o assunto seja mais abrangente. Mais eventos têm sido abertos ao público. Há alguns meses aconteceu o Nails Fashion Week, um evento de moda voltado para esmaltes, mercado que tem crescido bastante.

 Falar sobre moda não é falar sobre as pessoas, é muito além do luxo que o mercado tenta impor. Ela carrega todo um código, uma linguagem própria. É possível distinguir pessoas de acordo com suas vestimentas. E não, não é preciso ter dinheiro para estar bem vestido, é preciso apenas bom gosto.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Doce rabugento

 Excelente escritor e diretor de teatro, com fama de brigão e muito rabugento.

 Ontem fui a um bate-papo com Marcelo Rubens Paiva. Impossível não se encantar com essa pessoa envolvente, charmosa, cheia de opinião, cheia de histórias.

Cadeirante desde os 20 anos de idade por ter pulado em um lago e ter caído em uma pedra, poderia muito bem ter se entregado. Não, ele começou a escrever durante a sua reabilitação, sem a ambição de se tornar um escritor. Queria apenas um meio para se expressar em sua atual condição quando lançou seu primeiro livro, Feliz Ano Velho.

 Segundo ele próprio diz, teve a sorte de crescer em uma casa em meio a tantos livros, ele os devorava.

 Com nove livros publicados, vários outros projetos realizados, hoje em dia ele é colunista do Estadão aos sábados, delicie-se: http://blogs.estadao.com.br/marcelo-rubens-paiva/

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Os altos, os baixos e as desviadas

 Algumas pessoas sabem a carreira que querem seguir desde pequenininhas.

 Algumas seguem os passos de alguém da família por admiração, outras por respeito, outras por obrigação. Há as que se inspiram em outras pessoas, as que demoram para se encontrar e as que começam por um caminho e decidem fazer uma outra rota, assim, no meio de um caminho que já estava sendo seguido.

 Mudar de rota não é fácil, muito pelo contrário, é um caminho muito mais árduo porque você já estava tirando algumas pedras, construindo alguma coisa e, de repente, tudo é jogado para o alto. E lá vai o castelo ser derrubado para ser reconstruído, em outro lugar, passinhos de formiga.

 Mas é delicioso quando as pedrinhas vão sendo recolocadas. Claro que os passinhos de formiga parecem que ficam mais lentos, e é da lentidão destes passinhos que cada conquista fica muito mais saborosa.

 O medo? Ah, sim, ele existe e não se cansa de nos acompanhar, mas é para ele que você não pode dar ouvidos. Ele é o primeiro sinal de comodismo. Comodismo é o chinelo velho, confortável, mas que já não te leva a muitos lugares.

 E os escorregões? Ah, eles sim é que dão um empurrãozinho e a apimentada da vida!

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

E a vez da caveira...

 As caveiras, até pouco tempo atrás, eram sinônimo de um estilo mais pesado, mais rock n'roll, atitude.

 Além de definirem um estilo próprio, elas também tinham (ou têm) um significado, associadas à morte, a piratas, ao medo, ao proibido, mistério.

 Geralmente em desenhos, uma garrafa de veneno tem uma caveira no rótulo. A imagem diz tudo, né? E proibido remete a mistério. E o mistério parece sempre vir com um botãozinho de 'play'. Aquela vontade de conhecer o desconhecido, de novas experiências, mesmo que um tantinho (ou um tantão) obscuras.

 De estilo próprio com algum significado passaram a ser tendência. Passaram até a ser consideradas 'fofinhas'. Nas roupas, vieram cheias de paetês e pedrarias. Nos acessórios, anéis maxi, brincos diversos. Nos lenços, cores e estampas diversas.

 Concordo que são divertidas, que têm aquelas que dão todo um estilo para o look, são descoladas, mas...voltando alguns meses atrás, antes de virar tendência, o que será que você achava da tão descolada caveira?

 Não, não sou contra quem as usa. Sou contra o uso sem um propósito, para pura e simplesmente seguir uma tendência. Também não sou contra as tendências, muito pelo contrário, adoro a maioria, mas acho que a gente tem sim que saber o motivo de estar seguindo. Não simplesmente porque está nas ruas.

domingo, 12 de agosto de 2012

A barba

 Um assunto um tanto quanto polêmico e divisor de opiniões: a barba. Há mulheres que prefiram um rostinho mais de bebê, outras os bem barbudos e há as que prefiram a barba por fazer.

 Uma pesquisa feita na Inglaterra, com celebridades, concluiu que a maioria das mulheres prefere homens com barba por fazer, disseram que representa masculinidade. Outra feita no Canadá concluiu que as mulheres não gostam porque representa agressividade, além de que eles parecem mais velhos.  

 Pode ser barba curta, grande, por fazer, deixar a costeleta, cavanhaque, mas uma coisa é certa, e estou cada vez mais certa de que é unânime: BIGODE NÃO! Além de envelhecer pelo menos uns 20 anos, não é sexy, charmoso ou elegante, não representa nada, não diz nada. É, tenho pavor de bigode, e ainda não conheci alguma mulher que também não tenha.

 Não acredita que uma barba ou um bigode possa fazer diferença!? Então vamos usar o Marcos Palmeira e seus diversos personagens como exemplo, dá uma olhada...

 Olha ele aí no seu atual papel. Nãaaaao!
 

Olha ele aqui de novo. Uffa!














E aqui com carinha de bebê...


quinta-feira, 12 de julho de 2012

Sexy vs. vulgar II

 Ontem falei sobre o comprimento da saias, vestidos e shortinhos sem os decotões. Isso não quer dizer que eles não sejam bem vindos, são sim, e muito, mas na composição certa do look. Quando você usa uma peça mais curtinha, você já tá chamando a atenção para as pernocas. 

 Olha aí um decotão lindo e charmoso com um vestido mais compridinho:


 E que tal esse look pra balada?


 Ser sexy ou vulgar não é só a roupa que vai dizer, seu comportamento também diz muito. Cuidado pra não passar a mensagem errada.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Sexy vs. vulgar

 Toda mulher tem seu lado sexy, umas mais em evidência, outras mais escondidinhas. Ser mulher é poder ousar, é poder chamar atenção quando quer, parar o trânsito quando a autoestima tá lá em cima, deixar as outras mulheres com inveja, sem querer, naqueles dias de inspiração ou simplesmente não ser notada quando não está a fim.

 Seja você magrinha, gordinha, baixinha, altona, com ou seu peito, com ou sem quadril, sempre há o que combina com seu tipo de corpo, basta aceitá-lo e aprender o que pode ou não ser usado. Seja lá qual for o seu biotipo, você pode sim ser sexy, mas...CUIDADO, ser sexy não é ser vulgar.

 Pois é, vejo que as mulheres têm uma certa dificuldade em entender essa diferença. Você pode usar sim uma mini saia, shortinho curto, vestidinho ou decote. São todos bem vindos, não sendo em um evento formal.

Uma mini saia fica show com bota, rasteirinha, sapatilha e até um tênis mais descoladinho. Na parte de cima vale uma regata, uma blusinha soltinha, um casaquinho...só não vale um decotão.



Os vestidinhos também:



E os shortinhos:



 Mas não vamos exagerar, né...rs

 

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Fanáticos e fanáticos anti

 Primeiro de tudo, sou são paulina, mas não me pergunte sobre a escalação do time, ou quem é o técnico, não sei a resposta. Sei que o Rogério Ceni é o goleiro, que 'nosso' estádio é o Morumbi e que o Zetti um dia jogou (tá, nessa época eu sabia escalação e tudo mais).

 Acho legal torcer pra algum time, reunir a galera, comemorar uma vitória, sofrer a derrota. Faz parte de ser torcedor. Assim também como é legal quando os amigos, do time oposto, tiram sarro da derrota ou ficam procurando motivos pra também tirar sarro da vitória. Esse foi o caso de ontem, Corinthians campeão da Libertadores. Enquanto o bando de louco não se aguentava de tanta emoção, os outros faziam piadas com o fato do time ter perdido pelos últimos 100 anos.

 Em meio as piadinhas, aparecem os fanáticos em ser anti. Esses conseguem ser muito mais chatos do que os fanáticos a favor. Eles não fazem as piadinhas pra provocar, na verdade não se conformam com o vencer oposto. Acreditam que são seres superiores e só eles têm o direito de estar no topo. Esse movimento contra é muito cansativo.

 É claro que eu não concordo com essa comemoração sem limites, é falta de respeito. Isso também é um fanatismo que faz com que você esqueça aonde termina o seu direito e começa o do próximo. Os fogos não só são uma encheção de saco, como também assustam os bichinhos. Destruir a cidade é vandalismo, desnecessário.

 Quer comemorar um título? Reúna os amigos, vão pra casa de algum deles, pra balada, pro bar.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

O olhar de uma jornalista

 Ontem fui à uma palestra com a jornalista e escritora Eliane Brum, no Sesc Vila Mariana. Eu já admirava o trabalho dela, agora fiquei mais encantada, pois, além de uma excelente profissional, também é um doce de pessoa, e linda. Ela sabe como cativar uma platéia.




 Fiquei encantada com a forma com que ela conta as suas histórias, como emociona. Suas palavras são fáceis. Ao falar, ela tem um tom frágil, mas ao ouví-la, é uma guerreira. Guerreira porque suas histórias são reais, impactantes. Impactante não do modo sensacionalista, simplesmente pra ter o que escrever, mas porque ela realmente vive as histórias que conta. Seus personagens são reais. Ela não está preocupada com os 'atores principais' e sim com os 'coadjuvantes', aqueles que as pessoas não acreditam ser relevantes, e assim escreve histórias belíssimas, reais.

Vale a pena conferir o trabalho dela na coluna da Revista Época: http://revistaepoca.globo.com/palavrachave/eliane-brum/